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Fina e com tendência a vermelhidão, pele sensível sofre no frio
19/06/2008

JULLIANE SILVEIRA

da Folha de S.Paulo

A pediatra Renata de Campos Boschini, 32, só usa linhas de produtos especiais para seu tipo de pele e passa longe dos sabonetes comuns. Mas não é porque ela tem o gosto muito refinado ou algo do tipo. "Nem tento experimentar outros produtos, porque minha pele se irrita e fica vermelha muito facilmente", conta.

Ela tem pele sensível e ainda sente que no inverno a situação fica mais complicada, com o vento e o tempo seco; por isso, não abre mão do filtro solar com hidratante --sempre sem substâncias alergênicas ou irritantes.

O tempo frio piora o aspecto desse tipo de pele, já que as variações bruscas de temperatura e o clima seco dificultam sua recuperação. Outro fator agravante é o estresse, pois o cortisol, hormônio liberado em situações estressantes, interfere na resposta vascular desse órgão --deixando-o mais vermelho independentemente do clima.

Para a pele sensível, a reparação depois de agressões como variação de temperatura e limpeza mais abrasiva é complicada. "A pele é o primeiro órgão que se adapta às mudanças bruscas. Tende a sair do equilíbrio para se readaptar e, quando é sensível, sofre mais durante essa readaptação", explica a dermatologista Denise Steiner, responsável pelo departamento de cosmiatria da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Geralmente, a pele sensível é mais fina, mais clara, com tendência à vermelhidão e vasodilatação rápida. E é no rosto onde se observam mais as evidências e as marcas da sensibilidade excessiva, já que é a parte do corpo que recebe mais cosméticos e tem mais anexos (ouvidos, nariz, boca etc.), fazendo com que as substâncias sejam mais absorvidas aí do que em outras regiões.

Isso porque usar muitos produtos também contribui para tornar sensível a pele de quem tem tendência. "Existem muito mais mulheres do que homens com esse tipo de pele, porque elas usam mais cosméticos. No Brasil não há estatística, mas nos EUA, por exemplo, 40% da população tem pele sensível", afirma Ana Paula Meski, dermatologista do Hospital das Clínicas da USP (Universidade de São Paulo).

Esse hábito, principalmente das mulheres, que formam a maior parte das "vítimas", aumenta as chances de irritação e de processos alérgicos. Isso dá margem também a confusões, já que pode causar mais uma irritação passageira ou uma alergia específica do que uma condição constante da cútis.

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Problemas de pele pioram com temperaturas baixas (parte2)

 
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